Memória, identidade e património visual do século XX

O acervo fotográfico do Estúdio Foto Felizes, em Foz Côa, é um testemunho ímpar da vida quotidiana e das transformações sociais ao longo de grande parte do século XX. O conjunto de registos abrange desde a década de 1930 até ao início da década de 1980, revelando um retrato fiel da região e das suas gentes.
Este património visual reúne diferentes colecções: desde rolos fotográficos vernaculares — nunca levantados pelos clientes — a uma vasta colecção de retratos em estúdio e no exterior. Inclui ainda reportagens fotográficas de casamentos e festas populares, bem como um expressivo núcleo de imagens de paisagem, lugares e cenários regionais, muitas vezes repetidos ao longo de décadas, permitindo observar a passagem do tempo sobre os mesmos espaços.
Com as itinerâncias pelas aldeias para identificar as pessoas representadas nas fotografias, foram sendo incorporadas novas imagens cedidas pelos habitantes locais. Muitas destas pertencem ao universo do próprio Estúdio Foto Felizes ou são da autoria de Amândio Felizes Tetino, nome central desta herança. Para distinguir este conjunto adicional do núcleo original do estúdio, foi criada a designação de Arquivo Fotográfico do Douro Superior (AFDS).
A este acervo histórico juntou-se também o arquivo pessoal contemporâneo de Rui Campos, criador do Projecto Referentes, ampliando de forma significativa o alcance documental e artístico.
Hoje, o Arquivo Fotográfico do Douro Superior conta com mais de 360 mil imagens, entre fotografias digitais e analógicas, das quais cerca de 9 mil são em suporte físico tradicional. Este vasto acervo constitui uma das mais relevantes memórias visuais do interior português, preservando rostos, lugares e histórias que definem a identidade cultural da região.
Aviso Legal
O Projecto Referentes, bem como as soluções apresentadas para o seu desenvolvimento estão protegidos no âmbito da Legislação dos Direitos de Autor e da Propriedade Intelectual, através do Decreto-Lei nº 63/85, de 14 de Março. A replicação total ou parcial das ideias e soluções aqui apresentadas incorre por isso na prática de crime de usurpação.
A ACdA defenderá sempre a profanação dos Direitos de Autor e de Propriedade Intelectual em vigor neste projecto por todos os meios legais.