Entregar Memórias do Passado Directamente no Futuro

O Conjunto Escultórico do SIAC3 em Foz Côa é uma instalação da autoria de Rui Campos, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa e produzida pela Associação Campos d’Arte no âmbito da terceira edição do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea do Museu da Guarda (SIAC3) e do Aberto Para Obras, salão de Outono do Museu da Guarda. Conta com a participação de inúmeros artistas.

O REPOSITORIUM MMLXVIII faz parte do Conjunto Escultórico. É um sub-projecto do #ProjectoReferentes, da autoria de Rui Campos e que tem por base outra forma de aproveitamento do espólio de fotográfico de Amândio Felizes Tetino, seu avô para fins culturais, artísticos e sociais na região de Vila Nova de Foz Côa.

Ao longo do ano de 2018, Rui Campos refotografou todos os lugares e oaisagens que o seu avô, Amândio Felizes Tetino, fotografou entre as décadas de 30 e de 70 do século passado. Desses dois trabalhos resultou um acervo documental comparativo de cerca de 400 fotografias, que foram depositadas no Repositorium para memória futura. Toda a comunidade do Concelho de Vila Nova de Foz Côa foi convidada a participar. Os convites para participar estenderam-se ainda a académicos, artistas, filósofos, e personalidades diversas de todo o país. O mote foi: O que é que existe agora em Foz Côa, que merece ser preservado no futuro?

E com isto estabeleceu-se de forma geral em toda a população uma espécie de reflexão acerca do presente.

De entre aqueles que aceitaram participar foram recolhidos os seguintes materiais:

  • Textos ensaísticos diversos acerca do futuro e de como será o Mundo no ano de 2068:
  • Tecido empresarial e industrial local, desde lojas até à industria extractiva do Poio, passando obviamente pelo Parque Arqueológico;
  • Carta s diversas da comunidade escolar, para eles próprios;
  • Esboços de artistas contemporâneos para que outros artistas contemporâneos no futuro venham a materializar, ligando assim Arte e Tempo;
  • Objectos diversos.

Do inventário que foi entregue posteriormente pela Campos d’Arte no Município de Foz Côa, apenas constam itens gerais, sem qualquer tipo de especificação, uma vez que se deseja que esta iniciativa caia no esquecimento para que passadoas 5 décadas possa ser redescoberta, como se de um tesouro se passasse.

Pode encontrar o enquadramento do projecto aqui. Trata-se da transcrição integral do artigo acerca desta instalação que foi publicado no nº 21 da revista CôaVisão, em Maio de 2019.

A Associação Campos d’Arte

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